O “atalho” que levou Teresa à confiança plena e total em Deus.

O “atalho” que levou Teresa à confiança plena e total em Deus.

Sim, a fim de que o Amor seja plenamente satisfeito é preciso que se abaixe, que se abaixe até o nada e que transforme esse nada em fogo…”(Ms B, 3v).
  • 28 de Mai de 2025

Teresa vai  na contramão das tendências ...

Ela nos indica o caminho de descida. Vai em direção contrária á tendência da nossa natureza autossuficiente, egoísta e egocêntrica que procura sempre subir, subir, subir sempre e quanto mais elevada estiver, melhor.

Ela descobriu que, para contemplar o rosto deste Deus de ternura e misericórdia, é preciso seguir a estrada percorrida por Nossa Senhora e pelos Santos, que contemplaram e procuraram viver  o mistério da encarnação, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.  Ela diz: “Para satisfazer a justiça divina, havia necessidade de vítimas perfeitas. Mas à lei do temor sucedeu a do Amor e o Amor escolheu-me para holocausto, eu, fraca e imperfeita criatura… Não é escolha digna do Amor?… Sim, a fim de que o Amor seja plenamente satisfeito é preciso que se abaixe, que se abaixe até o nada e que transforme esse nada em fogo…”(Ms B, 3v).

 

Teresa tem a consciência do chamado.

A iniciativa é sempre de Deus: o Amor escolheu-me  para holocausto. A exemplo da Virgem Maria, Teresa é consciente de que a única via é a de Maria no Magnificat. É chegar ao silêncio total, libertando-se de todos os condicionamentos e de toda a forma de escravidão, esvaziando-se de todas as formas de autossuficiências, de autoreferencialidade, sem apoiar-se em nenhuma segurança a não ser Deus. Trata-se do processo de despojamento total ao ponto de chegar a viver a primeira bem-aventurança: “bem aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3).

 

A pobreza é vivida por Teresa em modo radical. Não somente materialmente falando, porque no Carmelo de Lisieux as Irmãs nada possuíam, tudo era muito pobre em todos os sentidos. Mas a opção radical da pobreza em Teresa se deu na vida. Para ela a pobreza humilde torna-se exigência de silencio, de obediência e submissão à vontade de Deus. Ela não tinha programas, não tinha planos para realizar, tampouco ideal a alcançar pois, amar era sua ocupação, tinha somente a de ser filha de Deus, de deixar-se amar, deixar-se conduzir pelo Pai que é fiel e onipotente. Viver a confiança em Deus em total abandono!

 

Ir. Cecília Tada, cmstmj

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