Eis-me de volta da nossa sonhada e cobiçada Índia. A comunidade ou melhor a nossa presença teve início: na verdade desde 01 de agosto p.p estamos em um pequeno apartamento alugado  as nossas duas irmãs: Ir. Maria Goretti Tarimo e Ir. Vicky Lao estão bem e cheias de entusiasmo missionário, saúdam todas e recordam de vocês com carinho. Tentam inserir-se na paróquia São Judas. Procuram com compromisso e esforço aprender a língua local para poder comunicar com todos, certamente não é fácil, mesmo porque existem muitas línguas locais (que não são dialetos). Vivem o cotidiano com a postulante Rabeesha, a qual no dia 15 de dezembro dia do nosso regresso, completou 22 anos, notei que esta jovem tem o sentido de pertença, esperemos que seja o primeiro anel de uma corrente que inicia o seu entrelaçar de vida e de alegria nesta terra interessante, misteriosa e rica de história e de contradições (por exemplo  ao longo da estrada se vem grandes painéis com a imagem gigante de alguns “símbolos” modelos de vida ideologicamente opostos: Che Guevara, Saddam Hussein e Madre Teresa)

Nesta terra, e precisamente no Kerala, foi doado por São Tomás Apóstolo em 55 d.C. o anúncio Missionário, e em seguida uma contribuição importante foi dada também pelos carmelitas… os primeiros bispos de várias Dioceses foram. Carmelitas; e quase em toda a paróquia se tem uma escola católica. No Kerala, região Sudeste da Índia, os cristãos são 10 vezes mais que em outras partes e vivam em paz seja com o Hindu, seja com muçulmanos. A Índia é cheia de cores e de alegria; o Kerala é uma região, que é a mais católica, tem quase igualdade entre homens e mulheres, a instrução é para todos e nas escolas convivem crianças de várias religiões.  A economia é majoritariamente baseada na agricultura e pesca, mas tem muita pobreza, mesmo se politicamente é um pais emergente.

O nosso carisma: restaurar a humanidade, tirar o ouro da lama, devolver a dignidade à mulher humilhada na sua dignidade, proteger as crianças, os jovens, visitar as famílias, estar presente nas zonas mais pobres, encontra o campo propício para poder germinar e sintonizar-se nesta terra que finalmente, através do bispo da diocese di Kottapurun começa a realizar-se sonhos e esperanças. Dom Joseph nos acolheu e inseriu nesta paróquia não muito grande, onde não se tem outra presença de religiosas.

Aqui as nossas duas Irmãs estão se inserindo no território; ao amanhecer são acordadas pelo canto do muezzin (pessoa encarregada ou autofalantes, de convocar o povo para as cinco preces diárias, com prece cantada: Alah é grande!)e a doce música oriental dos hindus acorda até os mais surdos, dá uma sensação de alegria também aqueles sofridos e tristes, as irmãs depois de aproximadamente 15 minutos de caminho a pé às 6horas da manhã participam da celebração Eucarística com o povo, durante o dia vão ao encontro das famílias; no domingo visitam, com o pároco, as comunidades de base, cuidam da ornamentação do altar juntamente com os leigos e começam a conhecer as famílias mais pobres e onde estão as crianças procuram alguma maneira para iniciar a adoção à distância, sorriem e cumprimentam a todos. Parece que os vizinhos da casa as aceitam.

Rabeesha, a postulante, já fala inglês, portanto é uma ótima tradutora da língua. Agradeço ao Bom Deus por estes primeiros passos concretos, o caminho é longo, fatigoso, bonito; a missão é crer fortemente que que Deus está presente, as perspectivas são claras, mas distantes!!! Acolhamos com fé os primeiros passos, o resto está nas mãos de Deus que tudo conhece. Agradeço à “pequena comunidade indiana” pela alegria e acolhimento; obrigada a Irmã Vestina por ser uma presença atenta e alegre, a todas vocês que nos acompanharam com a oração um obrigada de coração.

E agora todas nos preparemos para viver o Santo Natal.

 

                                                                                                                                    Ir. Donatella Cappello

Superiora Geral

Santa Marinella, 20 de dezembro de 2016